segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

MARANHÃO AVANÇA PARA ISOLAR CARTAXO E SER O CANDIDATO DAS OPOSIÇÕES NA PB
João Paulo Fernandes08 janeiro 0 comentários


Graças à sua reconhecida capacidade de articulação e trânsito fácil em praticamente todos os segmentos, tendências e partidos estaduais, além das portas que lhe abrem os demais expoentes políticos do Estado, não se admirem se Maranhão conseguir alijar da disputa ninguém menos que Luciano Cartaxo.


Com seu nome lançado bem depois que os prováveis concorrentes, o senador José Maranhão já pode bater no peito e dizer que é hoje, bem antes dos seus possíveis adversários, a primeira candidatura a governador da Paraíba que se consolida a dez meses das eleições de 2018.

Graças à sua reconhecida capacidade de articulação e trânsito fácil em praticamente todos os segmentos, tendências e partidos estaduais, além das portas que lhe abrem os demais expoentes políticos do Estado, não se admirem se Maranhão conseguir alijar da disputa ninguém menos que Luciano Cartaxo.

Alijar significa se fazer o candidato a governador das oposições e fazer o prefeito de João Pessoa adiar seu projeto de governar a Paraíba para aceitar, qual prêmio de consolação, uma honrosa e competitiva candidatura ao Senado, deixando a Prefeitura da Capital nas mãos do PMDB maranhista sob a caneta do vice-prefeito Manoel Júnior.

Caso não aceite trilhar por esse caminho, Cartaxo pode ficar isolado, apartado da aliança oposicionista. Terá, então, que se arriscar a concorrer ao governo praticamente sozinho, sem o apoio do PSDB de Cássio Cunha Lima, que não parece disposto a bloquear as investidas de Maranhão sobre o prefeito Romero Rodrigues, de Campina Grande.

Unificando forças campinenses

Maranhão investe – com chances reais de retorno – para ter como vice o alcaide da Vila Nova da Rainha. Que é filiado ao PSDB do primo Cássio e, em tese, liderado pelo senador tucano, que vai tentar se reeleger e adoraria fazer dupla para o Senado com Cartaxo ou com o também senador Raimundo Lira, do PMDB.

Se Maranhão ganhar a companhia de Romero nessa jornada, marcará um tento extraordinário: ser o candidato à Granja Santana dos principais grupos políticos de Campina Grande. Além dos Cunha Lima, passaria a contar com os Ribeiro, que atualmente têm o patriarca Enivaldo como vice-prefeito da cidade.

Presumível ainda que a candidatura peemedebista conte também com o entusiasmo do ex-prefeito campinense Veneziano Vital. Afinal, uma vez eleito governador, Maranhão renuncia a quatro anos de Senado em favor de sua primeira suplente, que vem a ser a ex-deputada fedceral Nilda Gondim, mãe do ex-Cabeludo.

O que restaria a Cartaxo

Com as pedras decisivas do xadrez político paraibano sendo movidas dessa forma no tabuleiro da sucessão estadual, restaria a Cartaxo arriscar-se em um voo solo, sem instrutor competente no ar ou base terrestre confiável. Ou render-se ao tratoramento maranhista. Ou voltar correndo para os braços de Ricardo Coutinho.

Mas aí já seria tarde. O ungido pelo atual governador atende pelo nome de João Azevedo, consagrado pelo círculo mais íntimo do poder em exercício. Sem contar que o pré-candidato do PSB ao governo vem, desde dezembro último, posando e pagando de irremovível por onde anda.

Tem motivos para tanto. João pode disputar o governo como governador-tampão, eleito pela Assembleia Legislativa para substituir Ricardo Coutinho. Que deixaria sem susto o cargo para disputar o Senado, mas fazendo dupla com Lígia Feliciano (PDT).

Há quem diga que somente a certeza de conquistar uma vaga no Senado por ter Ricardo Coutinho ao seu lado faria a vice-governadora renunciar ao direito de governar a Paraíba e, como governadora, ousar permanecer na cadeira enfrentando nas urnas candidatos como Maranhão, Cartaxo ou o próprio João Azevedo.

Blog de Rubens Nóbrega / Giro PB

Sobre o Autor "Apenas um rapaz, latino-americano, sem dinheiro no banco sem parentes importantes, vindo do interior..." João Paulo Fernandes Facebook

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