segunda-feira, 23 de outubro de 2017

SEM SOCORRO FEDERAL. MUNICÍPIOS DA PB ENTRARÃO EM COLAPSO, DIZEM PREFEITOS EM ENCONTRO
João Paulo Fernandes23 outubro 0 comentários


Foram cerca de 150 prefeitos que participaram do encontro com a maior parte da bancada federal paraibana nesta segunda-feira (23). Promovido pela Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), o evento aconteceu no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), em João Pessoa. 
Os gestores admitiram queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e por isso eles precisam promover cortes em despesas chegando a recorrer a demissões para colocar as finanças em dia.
O prefeito de Bom Jesus, Roberto Bayma (PSD) afirmou que a crise é de dimensões incalculáveis, "um verdadeiro caos". Ele revelou ainda que já está completando um mês de atraso no pagamento da folha de funcionários e quer um aporte do governo federal em novembro.
"Pedimos uma ajuda financeira como foi feito no período com Dilma Rousseff (PT) com 1% a mais para que possamos cumprir nossa folha na totalidade. Se isso não acontecer, vamos acabar o ano com um ou dois meses de atraso", reclamou. 
Em Cruz do Espírito Santo, o prefeito Pedrito (PSD) disse que a situação no Município é muito ruim e terá que promover cortes para tentar honrar os compromissos em dia. Pedrito disse que até o momento já demitiu 160 pessoas e só conseguirá pagar o salário dos cargos comissionados do mês de agosto nesta terça-feira (24).
“Se for pra tirar os contratados, que são os professores e o pessoal que dá apoio nas escolas, vai ter parar, e se for pra parar é melhor fechar as portas, como aconteceu em prefeituras do estado de Alagoas”, alertou.
O cenário também é preocupante na cidade de Caaporã, no Litoral Sul do estado, onde o prefeito Kiko Monteiro (PDT) já demitiu cerca de 300 pessoas que foram contratadas por ele no início do ano.

Segundo o gestor, o repasse do ICMS para o Município previsto para o próximo ano é preocupante, principalmente quanto à ocorrência de novas demissões. “Já demitimos aproximadamente 300 pessoas, e estamos estudando novos cortes, infelizmente”, lamentou.
O prefeito de Pilar, Benício Neto (PSB), disse que a situação na cidade é muito preocupante. Ele revelou que por conta dos descontos feitos nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a prefeitura só recebeu até o momento R$ 6 mil.
“Estamos caminhando para o colapso financeiro, com o atraso da folha e dos fornecedores, por isso estamos apelando para que essa ajuda chegue o mais rápido possível”, afirmou.

Fonte: www.paraiba.com.br
Sobre o Autor "Apenas um rapaz, latino-americano, sem dinheiro no banco sem parentes importantes, vindo do interior..." João Paulo Fernandes Facebook

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