domingo, 22 de maio de 2016

SINSEMUPI: O RELATO DA 'VIA-CRÚCIS' DOS SERVIDORES PÚBLICOS DE PRINCESA ISABEL
João Paulo Fernandes22 maio 1 comentários


Em entrevista concedida na tarde deste domingo (22) a Rádio Princesa AM, os professores da rede municipal de Educação do município de Princesa Isabel-PB, relataram a dramática situação vivida pela categoria e também pelos aposentados, pensionistas e garis. Os recorrentes atrasos salariais tem causado grandes transtornos, pois, as referidas categorias tem média 03 meses sem  o recebimento dos devidos proventos.

Segundo o professor Draimler Corrêia, a alegação de crise financeira é inconsistente. "O problema é de gestão, visto que, somente nos anos de 2014 e 2015, a prefeitura recebeu do FUNDEB o valor de mais de 9 milhões de reais e, ainda que os recursos do FUNDEB fossem insuficientes, poderia legalmente haver remanejamento do FPM para o pagamento". O Srº Draimler ainda relatou o drama que muitos servidores tem passado por serem vistos com descrédito por parte do comércio e a humilhação de praticamente não ter como comprar a prazo e, arrematou, dizendo: "Além de tudo isso, ainda há o temor dos servidores de não receber os meses que correspondem ao final dessa gestão!" -finalizou.



"Hoje, o servidor público de Princesa Isabel é tratado com descrédito...é muito difícil comprar fiado no comércio." Professor Draimler Corrêia






Em sua participação, a professora Lúcia Maria também relatou situações de extrema preocupação com o que chamou de "sucateamento do sistema educacional" do município. "A situação vivida pelos funcionários públicos compromete a boa execução dos trabalhos...Foi feita a proposta de diálogo para a elaboração da gestão do recursos do FUNDEB e também a gestão pedagógica...Isso não foi aceito." Ainda segundo a Srª Lúcia, a judicialização dessas questões causam grande desgastes, porque,  geralmente, demandam anos para a execução judicial e os valores geralmente são pagos com defasagem - além de ter que pagar custos advocatícios. Em tom de desabafo, a professora direcionou a pergunta ao atual gestor do município: "porque eu preciso contratar um advogado para receber o meu salário?" - finalizou.


"Estamos tentando receber o que é de direito...Lamentavelmente, estamos na condição de pedintes" Professora Lúcia Maria









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João Paulo Fernandes

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Um comentário:

  1. Isso é um absurdo, um descaso com os funcionários desta Cidade que pede socorro, cadê a justiça que não faz nada? De um mês foi para dois, de dois para três e de três vai chegar até quantos salários atrasados antes que alguém tome alguma providência? Justiça, cadê você? Vocês servem para o quê mesmo? Pedimos socorro!!!

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